Como a Solumax ajudou a Ambev a transformar conhecimento operacional em padrão
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Atualizado: há 5 horas
Como garantir que centenas de atividades sejam executadas de forma segura, clara e padronizada quando cada processo envolve pessoas, equipamentos e diferentes níveis de experiência?
Essa foi uma das necessidades enfrentadas pela Ambev em sua operação nos Campos Gerais.

Para apoiar esse desafio, a Solumax realizou um projeto de padronização e documentação de procedimentos diretamente dentro da fábrica. Durante 16 semanas, a equipe esteve em campo observando atividades, coletando informações com os profissionais da operação e transformando esse conhecimento em procedimentos estruturados dentro do sistema corporativo da Ambev.
O resultado foi mais do que uma documentação de tarefas: foi a criação de uma base estruturada para treinamento, consulta, avaliação e padronização das atividades operacionais.
Procedimento Operacional Padrão
Em uma operação industrial, muitas atividades são aprendidas pela experiência.
Um profissional sabe como realizar determinada tarefa porque já a executou diversas vezes. Outro aprende observando um colega. Com o tempo, esse conhecimento se torna parte da rotina, mas nem sempre está registrado de maneira clara, visual e padronizada.
É nesse ponto que surge um desafio de gestão:
Como garantir que o conhecimento necessário para executar uma atividade não dependa apenas da experiência individual de quem está realizando o trabalho?
O Procedimento Operacional Padrão (POP) é uma das ferramentas utilizadas para resolver esse problema.
Um POP organiza a execução de uma atividade e estabelece informações como o que deve ser feito, quem é responsável, como a tarefa deve ser realizada e quais cuidados precisam ser considerados.
Na indústria, porém, um procedimento eficiente precisa representar a realidade.
Não basta escrever o que deveria acontecer. É necessário entender o que acontece no processo, identificar riscos, observar a execução e transformar essas informações em um padrão que realmente possa ser utilizado pelos profissionais.
Foi justamente essa necessidade que orientou a atuação da Solumax na Ambev.
Ambev: O que foi entregue
A Ambev já possuía um sistema corporativo destinado à reunião e disponibilização de procedimentos e informações operacionais.
O trabalho da Solumax foi estruturar e digitalizar novos procedimentos a partir da realidade encontrada na operação.
Para isso, a equipe realizou visitas técnicas presenciais à planta.
Em campo, foram observados os fluxos de trabalho, a execução das atividades, os pontos de desvio, os controles existentes e os requisitos de segurança.
A coleta de informações também envolveu os profissionais que conheciam e executavam as atividades, permitindo que os procedimentos fossem construídos a partir da realidade da operação.
Essa etapa é fundamental para qualquer projeto de padronização.
Um procedimento elaborado distante de quem executa a atividade pode deixar de considerar detalhes importantes da rotina. Ao acompanhar o trabalho diretamente no local, é possível identificar informações que dificilmente seriam captadas apenas por documentos ou entrevistas.
Foi assim que o conhecimento existente na operação começou a ser transformado em procedimentos estruturados.
O projeto foi realizado ao longo de 16 semanas, totalizando 80 dias úteis.
Ao longo desse período, o trabalho foi realizado de forma contínua, com entregas semanais para avaliação, ajustes e validação da equipe da Ambev.
Padronização dos POPs e requisitos de segurança
Padronizar uma atividade industrial não significa apenas explicar sua sequência.
É preciso considerar também como executá-la com segurança.
Por isso, o projeto contemplou informações relacionadas aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), bloqueios de energia (LOTO), inspeções e demais requisitos de segurança associados às atividades mapeadas.
Na prática, isso significa que o procedimento não serve apenas para responder "como fazer".
Ele também ajuda a responder:
Quais cuidados devem ser tomados antes e durante a execução?
Essa integração entre operação e segurança é essencial para que a padronização contribua não apenas para a qualidade do processo, mas também para a redução de riscos.
Resultados e reconhecimento do projeto
Um dos diferenciais do projeto foi justamente fazer com que os materiais desenvolvidos não terminassem com a entrega.
Ainda durante a execução, o trabalho recebeu reconhecimento da área da Ambev responsável pelo projeto, destacando a importância e a qualidade da iniciativa.
Após o projeto, os materiais também passaram a ser utilizados como apoio para outras necessidades da empresa.
Os procedimentos serviram de base para a criação de testes e avaliações utilizados para verificar o preparo dos colaboradores para novas responsabilidades e apoiar processos de desenvolvimento profissional.
Isso demonstra uma consequência importante da padronização:
Quando o conhecimento operacional é estruturado, ele deixa de servir apenas para a execução da tarefa e passa a apoiar outras decisões da gestão.
O mesmo material utilizado para orientar uma atividade pode ajudar no treinamento, na consulta, na avaliação de conhecimento e na preparação de profissionais para assumir novas responsabilidades.
Qual o diferencial desse case?
O projeto realizado na Ambev mostra que um POP eficiente não começa no documento.
Começa na operação.
Antes de escrever um procedimento, é necessário entender como o trabalho acontece, conversar com quem executa, observar as etapas, identificar riscos e compreender quais informações realmente precisam estar disponíveis para que a atividade seja realizada corretamente.
Também mostra que padronização não significa engessar a operação.
Quando os procedimentos são construídos a partir da realidade e passam por validação, eles se tornam uma forma de preservar e compartilhar conhecimento.
Em uma operação com diferentes profissionais e atividades, isso reduz a dependência de informações que ficam apenas na experiência individual.
O papel da Solumax no projeto
Na Ambev, a Solumax atuou desde o mapeamento realizado em campo até a estruturação, documentação, revisão e digitalização dos procedimentos.
A equipe esteve presente na operação para compreender os processos antes de transformá-los em documentos.
Essa abordagem permite que a padronização seja construída de dentro para fora: primeiro, a realidade é compreendida; depois, o conhecimento é organizado; por fim, o procedimento é validado e disponibilizado para utilização.
O projeto também contemplou materiais visuais e vídeos de treinamento, ampliando as formas de acesso ao conhecimento operacional.
O impacto dos POPs após o projeto
O case da Ambev mostra que um Procedimento Operacional Padrão pode ser muito mais do que um arquivo armazenado em um sistema.
Quando desenvolvido a partir da operação, ele pode se tornar uma ferramenta para preservar conhecimento, apoiar treinamentos, facilitar consultas, reforçar práticas de segurança e contribuir para o desenvolvimento das pessoas.
Ao longo de 80 dias, a Solumax esteve dentro da fábrica para transformar atividades realizadas diariamente em conhecimento estruturado e acessível.
O projeto uniu engenharia de produção, documentação, segurança, gestão do conhecimento e desenvolvimento de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para transformar o conhecimento presente na operação em padrões claros, acessíveis e aplicáveis à rotina.
A partir da realidade já existente na fábrica, a Solumax estruturou as informações necessárias para orientar a execução das atividades, apoiar os colaboradores e preservar o conhecimento operacional dentro da empresa.
Esse é o verdadeiro valor de um POP: não apenas registrar como uma tarefa deve ser feita, mas transformar conhecimento operacional em um padrão que possa ser compartilhado, consultado e utilizado pela empresa.
A sua empresa também possui processos que dependem demais da experiência de determinadas pessoas?
A Solumax pode ajudar a transformar esse conhecimento em processos estruturados, padronizados e aplicáveis à realidade da sua operação.



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